Além do valor no bolso: Especialistas alertam para as infrações mais perigosas do trânsito brasileiro
Por Redação Desacelera Manaus
Com informações do Portal do Trânsito
No dia a dia das cidades, a rotina acelerada muitas vezes faz com que certas atitudes ao volante pareçam "pequenos deslizes". No entanto, especialistas em segurança viária alertam que o perigo no trânsito não deve ser medido apenas pelo valor da multa no bolso ou pelos pontos somados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mas sim pelo potencial de risco à vida.
Condutas como o excesso de velocidade, o uso do celular ao volante, a combinação de álcool e direção, o avanço do sinal vermelho e as ultrapassagens forçadas lideram o topo das condutas de maior risco nas ruas e rodovias do país.
As condutas que mais ameaçam a vida nas vias
Especialistas apontam que as infrações mais graves estão diretamente ligadas a sinistros fatais ou com lesões irreversíveis. A pressa e a falta de foco ao dirigir se transformam em fatores decisivos para a insegurança no trânsito urbano e rodoviário.
- Excesso de velocidade: Reduz o tempo de reação do condutor e aumenta drasticamente a violência do impacto em qualquer colisão.
- Uso do celular ao dirigir: Ao olhar para a tela para checar uma mensagem por poucos segundos, o motorista percorre dezenas de metros totalmente "às cegas", sendo causa constante de atropelamentos e colisões traseiras.
- Álcool e direção: O consumo de bebidas alcoólicas afeta o tempo de resposta, diminui a percepção de risco e compromete a coordenação motora necessária para pilotar ou dirigir com segurança.
- Avançar o sinal vermelho e ultrapassagens proibidas: Provocam os tipos mais letais de impacto, como colisões transversais em cruzamentos e colisões frontais.
- Desrespeito ao pedestre e não uso de itens de segurança: Deixar de dar preferência a quem anda a pé ou dispensar o cinto de segurança e o capacete potencializam as consequências no elo mais vulnerável da mobilidade.
Mudar a cultura para acalmar o trânsito
A prevenção das infrações mais perigosas exige mais do que punição severa: demanda educação contínua, fiscalização ostensiva e conscientização diária. Quando um condutor decide respeitar os limites de velocidade ou guardar o celular enquanto dirige, a escolha não protege apenas o seu próprio veículo, mas preserva a vida de pedestres, ciclistas e demais usuários das vias públicas.
Desacelerar o ritmo, praticar a direção defensiva e cultivar o respeito mútuo continuam sendo os passos mais efetivos para transformar as ruas em ambientes seguros para todos.