Saúde
Campanha contra o sarampo visa evitar casos importados durante a Copa
O Ministério da Saúde lançou a campanha “Vacinar é muito Brasil” para reforçar a imunização contra o sarampo antes da Copa do Mundo de 2026, com foco em viajantes que se deslocarão para os Estados Unidos, Canadá e México — países que concentram 67% dos casos da doença nas Américas. A ação busca evitar a reintrodução do vírus no Brasil, que recuperou o status de área livre em 2024.Objetivo da campanhaA iniciativa tem como meta prevenir casos importados de sarampo durante o período da Copa, quando milhares de brasileiros viajarão para os países-sede. O Ministério da Saúde alerta que, até abril de 2026, foram confirmadas 17 mil infecções nas Américas, sendo mais de 10 mil no México, 1.792 nos Estados Unidos e 907 no Canadá. O Brasil, embora livre da doença, registrou três casos importados neste ano, todos relacionados a viagens internacionais.Quem deve se vacinarA vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O esquema de imunização recomendado é:Bebês de 6 a 11 meses: uma dose zero antes da idade regular.Pessoas de 12 meses a 29 anos: duas doses, com intervalo de um mês.Adultos de 30 a 59 anos: uma dose única.Idosos: normalmente não precisam se vacinar, mas podem receber o imunizante se forem viajar para áreas de risco e estiverem saudáveis.O ideal é que o viajante tome a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, garantindo proteção completa.Foco nos viajantes e profissionais do turismoDurante o lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o foco inicial é o público que viajará para a Copa e os trabalhadores que têm contato direto com turistas, como funcionários de hotéis, restaurantes, motoristas de táxi e transporte coletivo.“Estamos fazendo uma campanha intensa com todos que têm contato com turistas, para continuar com a nossa defesa firme”, afirmou o ministro.Conscientização e combate ao negacionismoPadilha reforçou a segurança e eficácia da vacina produzida pela Fiocruz, lembrando que o Brasil perdeu o certificado de área livre em 2019 devido à queda na cobertura vacinal e à disseminação de desinformação.“Estamos vencendo o jogo contra o negacionismo e derrotando a turma da antivacina”, declarou.Importância para Manaus e o NortePara o Portal Desacelera Manaus, a campanha tem relevância especial na região Norte, onde o fluxo de turistas internacionais cresce com eventos esportivos e conexões aéreas. A vacinação é essencial para proteger comunidades locais e evitar surtos em áreas de difícil acesso, reforçando o compromisso da cidade com a saúde pública e a mobilidade segura.Fonte: Agência Brasil – Reportagem de Tâmara Freire, publicada em 29/04/2026.
30/04/2026 14:49